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Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
Gaúcha tricolor, sou também estudante, futura professora de Matemática, e, nas horas livres gosto de compartilhar minhas experiências e descobertas.

coisas que importam para mim

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DROGAS: Legalização ou Descriminalização?

Opinar sobre drogas é sempre uma coisa complicada. O uso de drogas é algo que precisa ser analisado sob muitos aspectos e com calma. Escrevo aqui a minha opinião pessoal.
Sou à favor da descriminalização das drogas e não à legalização destas. O uso de drogas não deve ser considerado um crime porque se trata de um problema de saúde pública, um enorme problema. Quem se droga não é um criminoso, é apenas alguém doente, sim, porque depender química e/ou psicologicamente de algo caracteriza uma doença. Moro num bairro da cidade onde talvez exista o maior número de dependentes por metro quadrado. E não se sabe o que fazer. Internar praticamente não resolve. É filho sendo amarrado e pai morrendo aos poucos, afogado no sofrimento do filho e no seu próprio. Sim, quem usa droga sofre. Sofre porque não se compraz no sofrimento da família e porque a maioria deles tem consciência do que perde, e perde muito. Perde a dignidade, a confiança das pessoas, o amor dos filhos e da família. Perde o domínio de si, porque não tem forças para lutar contra um inimigo que se assemelha a um câncer em relação às suas chances de sobrevida, seja esta física ou moral.
Eu não condeno as pessoas que usam drogas. Não posso julgá-las porque não conheço os motivos que as levaram a tal ponto. Simplesmente há pessoas que não são tão fortes.
Por isso não concordo com a legalização. Legalizar seria concordar com a dor de tanta gente e proporcioná-la. Legalizar o uso de drogas seria acabar com as chances de algum sucesso das políticas antidrogadição. Que ideias então seriam construídas nas mentes das crianças que vêm por aí? Seria uma sentença de morte. Se não a do corpo, a da alma. Ou, para quem só toca no bolso, que tal pagar mais milhões de impostos para financiar o tratamento de tanta gente? Ruim, não?
 Particularmente, para mim quem concorda em tornar legal algo tão funesto, não deve de parar para pensar no número de crianças que morrem todos os dias no tráfico, seja o compondo ou na própria barriga de uma mãe entorpecida. Eu já vi isto acontecer e aceitar me provoca enjoos. Sem contar as mães e pais que abandonam seus lares e deixam filhos e família despedaçados.
Só para citar um exemplo horroroso do que pode causar a droga, conto nessas linhas a história de uma bebezinha de 1 ano que foi espancada até desmaiar porque o pai chegou drogado em casa e queria dormir. A menina está na UTI e nunca mais vai enxergar em razão dos socos que o pai desferiu em seu rosto e cabeça, além de lhe dar chutes e atirá-la pelas paredes.
Não estou sendo sensacionalista, apenas contando fatos reais de um problema real.
Precisamos descriminalizar o uso para revertê-lo (ou você conhece alguém que deixou de se drogar na prisão?) e não tornar o fato de usar droga tão corriqueiro quanto chupar uma bala.

domingo, 11 de setembro de 2011

...


Hoje eu entrei neste blog para escrever alguma coisa, mas me faltam as palavras certas.
O meu fim de semana foi muito agitado, mas também de reflexão. O que dizer diante das coisas que acontecem que independem de nossa vontade e para as quais não estamos preparados? 
Sábado morreu uma pessoa aqui do bairro de câncer. E talvez o que mais tenha me chocado foi o fato de ela ter morrido lutando para viver mais do que seus vinte anos. A dor que ela sentia era quase tangível. Tinha de se fazer muito esforço para não chorar diante da sua figura. 
A 1ª vez em que eu vi esta pessoa doente, eu custei para acreditar em como uma pessoa tão sadia chegava naquele grau de sofrimento e fragilidade, mesmo sabendo que o ser humano é mais que suscetível à isso.
Esta pessoa sofreu muito, perdeu partes do corpo e da alma. Não sorria, não vivia, sobrevivia. O pai dela sofreu e perdeu partes tanto quanto ela e mais do que ela, porque agora ele a perdeu completamente, sem volta. Que dor.
Ela não era nem próxima de ser minha parente, mas me chocou o fim tão prematuro. E mais ainda o fato de nem eu nem ser humano algum poder fazer nada para evitar essa tragédia. Estar com as mãos atadas nos assusta.
Eu vou fazer um trabalho num hospital da cidade sobre essa doença que despedaça tantas famílias e pretendo postar os resultados dessa pesquisa aqui, para que quem os veja perceba o quanto há para fazer por tanta gente.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A mesma coisa vista por perspectivas distintas

O que você vê na figura abaixo?
  1. um quadrado e suas diagonais;
  2. uma ampulheta;
  3. um envelope;
  4. um corredor infinito;
  5. uma pirâmide vista por cima;
  6. todas as opções acima.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ArtE

Bem diferente da maioria dos outros quadros de arte que, a olhos nus, não nos transmitem muitas coisas e deixam a gente meio embaraçado, esse quadro me chamou a atenção porque é simples, não é nenhum enigma, ou seja, logo de cara já se sente algo pelo quadro em vez de ter que ficar séculos tentando entender uma mensagem que pode não ter sentido nenhum para você. É o amor humano talvez na sua forma mais intensa e só...
Maternity
Pablo Picasso

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Guernica

Guernica é um painel pintado por Pablo Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães, apoiando o ditador Francisco Franco. Atualmente está no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.
A pintura foi feita com o uso das cores preto e branco - algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio da cidadezinha espanhola. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios nascidos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã (Luftwaffe), já sob o controle de Hitler, aliado de Francisco Franco.
Morando em Paris, o artista soube dos fatos desumanos e brutais através de jornais - e daí supõe-se tenha saído a inspiração para a retratação monocromática do fato.
Sua composição retrata as figuras ao estilo dos frisos dos templos gregos, através de um enquadramento triangular das mesmas. O posicionamento diagonal da cabeça feminina, olhando para a esquerda, remete o observador a dirigir também seu olhar da direita para a esquerda, até o lampião trazido ainda aceso sobre um braço decepado e, finalmente, à representação de uma bomba explodindo.
Esse quadro foi feito também com o objetivo de passar para os que vissem, o que ele estava sentindo, um vazio por dentro de si, um conflito, uma guerra consigo mesmo buscando resposta pra sua vida amorosa , e toda vez que ele via o quadro, pensava consigo mesmo, será que o meu problema é maior que essa guerra, ou tem mais importância para os outros, e naquele momento ele conseguia esquecer. O que para nós demonstra uma grande preocupação por parte do autor do mesmo.