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Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
Gaúcha tricolor, sou também estudante, futura professora de Matemática, e, nas horas livres gosto de compartilhar minhas experiências e descobertas.

coisas que importam para mim

sábado, 21 de abril de 2012

Política????

Andando de ônibus até o trabalho, enquanto ouvia um bate papo de duas militantes de um certo partido de minha cidade, me deparei com uma sensação estranha, um aperto... e, à medida que eu ouvia mais e mais absurdos, aquela sensação  ia aumentando... não era uma dor física; era uma dor moral, nos meus próprios princípios.
As mulheres conversavam sobre política, cujos vários sinônimos são politicagem, auto-benefício, corrupção, malandragem, injustiça, superfaturamento, nepotismo, safadeza...ouvi coisas que me enojaram; a sujeira ia sendo despejada e me contaminava.
O aperto, a sensação estranha foram consequências de uma percepção horrorosa: vivemos em uma máquina que age pelas entrelinhas incessantemente... pelas NOSSAS entrelinhas. A verdade é que não percebemos a real dimensão do bicho papão pelo qual estamos envolvidos.
A política levada ao pé da letra é algo extremamente necessário. Ela é "a arte de administrar a sociedade"; sem ela seríamos bárbaros sem nenhum nível de organização. Porém somos bárbaros porque a transformamos em algo mais ruim do que bom, em algo que pouco funciona e, o pior, só gera gastos. Como no filme Matrix, estamos vivendo num sistema que não conhecemos; achamos que as coisas estão indo um pouco melhor enquanto tem algo bem maior, constituído de interesses particulares, delimitando nosso espaço de ação, tomando conta da maior parte do que nos é de direito. Somos controlados como fantoches e nem percebemos.
Tem muito lixo e sujeira correndo pelos ralos das prefeituras, governos do estado e federal.

sábado, 24 de dezembro de 2011

01:43

Hoje, particularmente, é Natal; e isso equivale a uma ressaca de fim de ceia e muito foguete aqui pelo bairro... Ô coisa chata e sem-sentido, não tem o que fazer, em vez de ficar estourando foguete vão rachar uma lenha! Faz tempo que eu não escrevia no meu bloguinho... bloguinho ou bloguizinho?? O fato é que minha realidade anda meio ambígua, talvez contraditória e, com certeza, ela anda desencontrada, fora de tempo. Tô bem inquieta, tem coisas martelando na minha cabeça, coisas me preocupando. Às vezes eu sinto vontade de perguntar 'Qual é a tua Vida, Deus, Providência, Energia ou O-que-quer-que-seja??? Não vem que não tem!'; mas eu não tenho poder sobre um monte de coisas, não posso entender a maioria delas. Então como é que eu posso entender a vida e seu curso? Só sei que é pura dualidade, verdadeira arte barroca. Por exemplo: vou trabalhar- isso é bom- mas, em compensação, talvez eu perca alguns projetos que eu não gostaria de abandonar. Sempre, não tem escapatória: é isso versus aquilo; ou este ou aquele... Vou usar um slogan da Unisc: "Viva sua escolha" e acrescentarei - ...mesmo que elas não sejam as melhores possíveis ou as corretas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DROGAS: Legalização ou Descriminalização?

Opinar sobre drogas é sempre uma coisa complicada. O uso de drogas é algo que precisa ser analisado sob muitos aspectos e com calma. Escrevo aqui a minha opinião pessoal.
Sou à favor da descriminalização das drogas e não à legalização destas. O uso de drogas não deve ser considerado um crime porque se trata de um problema de saúde pública, um enorme problema. Quem se droga não é um criminoso, é apenas alguém doente, sim, porque depender química e/ou psicologicamente de algo caracteriza uma doença. Moro num bairro da cidade onde talvez exista o maior número de dependentes por metro quadrado. E não se sabe o que fazer. Internar praticamente não resolve. É filho sendo amarrado e pai morrendo aos poucos, afogado no sofrimento do filho e no seu próprio. Sim, quem usa droga sofre. Sofre porque não se compraz no sofrimento da família e porque a maioria deles tem consciência do que perde, e perde muito. Perde a dignidade, a confiança das pessoas, o amor dos filhos e da família. Perde o domínio de si, porque não tem forças para lutar contra um inimigo que se assemelha a um câncer em relação às suas chances de sobrevida, seja esta física ou moral.
Eu não condeno as pessoas que usam drogas. Não posso julgá-las porque não conheço os motivos que as levaram a tal ponto. Simplesmente há pessoas que não são tão fortes.
Por isso não concordo com a legalização. Legalizar seria concordar com a dor de tanta gente e proporcioná-la. Legalizar o uso de drogas seria acabar com as chances de algum sucesso das políticas antidrogadição. Que ideias então seriam construídas nas mentes das crianças que vêm por aí? Seria uma sentença de morte. Se não a do corpo, a da alma. Ou, para quem só toca no bolso, que tal pagar mais milhões de impostos para financiar o tratamento de tanta gente? Ruim, não?
 Particularmente, para mim quem concorda em tornar legal algo tão funesto, não deve de parar para pensar no número de crianças que morrem todos os dias no tráfico, seja o compondo ou na própria barriga de uma mãe entorpecida. Eu já vi isto acontecer e aceitar me provoca enjoos. Sem contar as mães e pais que abandonam seus lares e deixam filhos e família despedaçados.
Só para citar um exemplo horroroso do que pode causar a droga, conto nessas linhas a história de uma bebezinha de 1 ano que foi espancada até desmaiar porque o pai chegou drogado em casa e queria dormir. A menina está na UTI e nunca mais vai enxergar em razão dos socos que o pai desferiu em seu rosto e cabeça, além de lhe dar chutes e atirá-la pelas paredes.
Não estou sendo sensacionalista, apenas contando fatos reais de um problema real.
Precisamos descriminalizar o uso para revertê-lo (ou você conhece alguém que deixou de se drogar na prisão?) e não tornar o fato de usar droga tão corriqueiro quanto chupar uma bala.

domingo, 11 de setembro de 2011

...


Hoje eu entrei neste blog para escrever alguma coisa, mas me faltam as palavras certas.
O meu fim de semana foi muito agitado, mas também de reflexão. O que dizer diante das coisas que acontecem que independem de nossa vontade e para as quais não estamos preparados? 
Sábado morreu uma pessoa aqui do bairro de câncer. E talvez o que mais tenha me chocado foi o fato de ela ter morrido lutando para viver mais do que seus vinte anos. A dor que ela sentia era quase tangível. Tinha de se fazer muito esforço para não chorar diante da sua figura. 
A 1ª vez em que eu vi esta pessoa doente, eu custei para acreditar em como uma pessoa tão sadia chegava naquele grau de sofrimento e fragilidade, mesmo sabendo que o ser humano é mais que suscetível à isso.
Esta pessoa sofreu muito, perdeu partes do corpo e da alma. Não sorria, não vivia, sobrevivia. O pai dela sofreu e perdeu partes tanto quanto ela e mais do que ela, porque agora ele a perdeu completamente, sem volta. Que dor.
Ela não era nem próxima de ser minha parente, mas me chocou o fim tão prematuro. E mais ainda o fato de nem eu nem ser humano algum poder fazer nada para evitar essa tragédia. Estar com as mãos atadas nos assusta.
Eu vou fazer um trabalho num hospital da cidade sobre essa doença que despedaça tantas famílias e pretendo postar os resultados dessa pesquisa aqui, para que quem os veja perceba o quanto há para fazer por tanta gente.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A mesma coisa vista por perspectivas distintas

O que você vê na figura abaixo?
  1. um quadrado e suas diagonais;
  2. uma ampulheta;
  3. um envelope;
  4. um corredor infinito;
  5. uma pirâmide vista por cima;
  6. todas as opções acima.